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Política Migratória nos EUA sob Donald Trump
Em 2017, a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos marcou uma guinada nas políticas migratórias.
A administração Trump implementou uma série de medidas de linha-dura que transformaram o panorama migratório dos EUA. Logo no início de 2017, Trump emitiu ordens executivas reforçando a segurança nas fronteiras e ampliando as prioridades de deportação para praticamente qualquer imigrante indocumentado, rompendo com a política anterior que focalizava principalmente criminosos violentos. Essa abordagem mais agressiva ficou evidente em 2018, quando o governo lançou a política de “tolerância zero” na fronteira sul: todos os adultos pegos cruzando ilegalmente passaram a ser processados criminalmente, o que levou à separação de milhares de famílias.
Entre abril e junho de 2018, aproximadamente 3.000 crianças foram separadas dos pais, incluindo pelo menos 49 crianças brasileiras, gerando um enorme impacto na saúde mental, tanto dos filhos quanto dos pais. A repercussão internacional negativa forçou a Casa Branca a encerrar a prática de separação familiar em junho daquele ano, mas muitos danos já estavam feitos até 2020, 545 crianças permaneciam sem reencontro com os pais, demonstrando o trauma mental de longo prazo causado por essa política.
Outras medidas de Trump também restringiram fortemente a imigração: houve redução drástica no número de refugiados admitidos anualmente e tentativas de barrar pedidos de asilo. Em novembro de 2018, Trump chegou a assinar uma proclamação presidencial vetando pedidos de asilo de quem entrasse irregularmente (fora de pontos oficiais de entrada) – medida posteriormente bloqueada nos tribunais por violar leis existentes. Além disso, no final de 2018 o governo implementou os Migrant Protection Protocols (conhecidos como “Permaneça no México”): requerentes de asilo que chegavam pela fronteira sul, em vez de serem liberados nos EUA, passaram a ser devolvidos ao México para aguardar lá o trâmite de imigração. Essa política – somada a práticas de “metering” (limitação do número de asilados atendidos por dia nos portos de entrada) – dificultou enormemente o acesso ao asilo, obrigando migrantes a esperar em acampamentos precários do lado mexicano da fronteira.
Endurecendo o controle interno
Paralelamente, Trump endureceu o controle interno: eliminou diretrizes que priorizavam apenas certos grupos para deportação, dando carta branca ao ICE (agentes de imigração) para prender imigrantes indocumentados em qualquer lugar do país. O medo da deportação se tornava mais do que real, causando transtornos de ansiedade e depressão na comunidade de expatriados. Em 2019, o governo expandiu a prática de expedited removal (deportação acelerada) para além das fronteiras, permitindo que agentes deportassem sumariamente pessoas encontradas em qualquer parte do território americano que não pudessem comprovar pelo menos dois anos de residência, aumentando o temor de detenções “a qualquer hora, em qualquer lugar”. Trump também tentou encerrar o DACA (programa de proteção a jovens imigrantes trazidos ainda crianças) e, embora sua tentativa tenha sido bloqueada judicialmente, gerou grande insegurança entre esses quase 700 mil beneficiários. Retoricamente, o presidente republicano frequentemente desumanizava os migrantes, vinculando-os à criminalidade e prometendo ações extremas, como mobilizar o exército contra a imigração ilegal. Em certo momento, Trump chegou a sugerir eliminar o direito constitucional de cidadania por nascimento para filhos de indocumentados (jus soli) – uma proposta sem precedentes, não concretizada, mas sintomática da hostilidade política.
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A muralha da fronteira com o México
No âmbito de segurança fronteiriça, a administração investiu pesado na construção de barreiras físicas – a “muralha” na fronteira com o México – embora menos de 20% do muro prometido tenha sido efetivamente construído até 2020, em parte devido a entraves legais e orçamentários. Ainda assim, a insistência no muro dominou o debate, inclusive levando a uma paralisação do governo em 2018, quando Trump exigiu verbas para a obra.
Em 2020, com a chegada da pandemia de Covid-19, o governo invocou motivos sanitários para fechar ainda mais as fronteiras: a ordem emergencial de saúde pública conhecida como Título 42 passou a ser usada em março de 2020 para expulsar sumariamente praticamente todos os migrantes detidos na fronteira, sem dar chance de solicitação de asilo. Essa medida, embora apresentada como controle epidemiológico, tornou-se mais uma ferramenta de contenção migratória, resultando em centenas de milhares de expulsões rápidas, afetando latino-americanos de todas as nacionalidades, brasileiros incluídos.
Em números globais, o governo Trump deportou cerca de 1,5 milhão de pessoas em seu mandato (2017–2020), um volume significativo, ainda que inferior ao recorde histórico do governo Obama anos antes. Trump afirmava querer deportar “até 1 milhão por ano” durante a campanha de 2016, mas, na prática, seu governo não alcançou esse ritmo. No entanto, seu legado foi consolidar uma política migratória de tolerância zero, ampliar mecanismos de dissuasão e punição e criar um clima de medo generalizado entre comunidades de imigrantes.
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